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16-10-2009 - 14:42:40
Caixa parte para o desespero

A Greve continua forte em todo o Brasil, mesmo depois de todas as ameaças sobre a compensação dos dias e sobre a retirada da nova proposta de PLR.

Os empregados da Caixa deram uma demonstração de força e determinação continuando firmes na greve.

Para fugir do processo de negociação a Caixa, de forma intransigente, mais uma vez apelou para a via judicial e ajuizou o dissídio coletivo no TST. A atitude da direção da Caixa deixa clara a sua incompetência para apresentar uma proposta que atenda as reivindicações dos empregados e demonstra o desespero da empresa diante de uma greve cada vez mais forte e que cresce a cada dia em todo o país.

Esse não é o caminho que nós trabalhadores achamos mais adequado.

O movimento sindical sempre foi contrário à interferência da Justiça do Trabalho nas negociações coletivas por entender que o processo de diálogo é o melhor caminho para resolver todos os conflitos.

A Caixa já havia tomado esta atitude em meados de 2009 quando ajuizou o dissídio durante a greve dos profissionais que alcançaram um acordo melhor no TST do que o anterior com a mesa de negociação.

Talvez muitos estejam se perguntando. E agora José?

Agora a caixa colocou lenha na fogueira.

Precisamos lembrar que ontem a executiva Nacional dos Empregados da CEF estava buscando alguma negociação ou algum fato novo, falamos em assembléia que o movimento poderia iniciar um refluxo, aliás, já havia iniciado em determinadas regiões.

Com a atitude da CEF fica impossível voltar agora, não se tira de campo um time que está ganhando.

A partir da hora que a Caixa pede ajuizamento ela remete a responsabilidade do impasse para o TST. Com certeza o objetivo do TST será de tentar resolver e achar uma proposta conciliatória ou alternativa.

Agora a CEF nos remete a manutenção e o fortalecimento do movimento em todo o país, afinal, a pressão que era sobre ela se faz necessária sobre o TST. Os juízes com certeza irão analisar o tamanho do movimento para tomar alguma decisão.

Se a Caixa imaginava que enfraqueceria o movimento ajuizando o dissídio, mais uma vez errou em sua avaliação.

Se no meio de uma partida de futebol o time que está perdendo pede para o juiz mudar o resultado do jogo e fazer o outro time desistir, ele pode até dar um tempo à partida, porém, jamais poderá atender o pedido do time perdedor.

É claro que também o time que está ganhando jamais poderá parar de jogar, pelo contrário, agora é o momento de ir para cima, fazer mais gols e exigir do juiz e do time adversário que reconheça o resultado e encerre logo a partida.

Entenda como funciona no TST:

Se acontecer alguma audiência, o primeiro passo será a conciliação e depois haverá julgamento. Ou seja, o TST levará em conta a última proposta apresentada na mesa e tentará um acordo a partir dela, se não houver conciliação tomará a decisão.

A decisão será tomada de acordo com a energia do movimento, que no momento está muito forte, e o objetivo do Tribunal será de acabar com o impasse, ou seja, buscar o fim da greve.

Olhando a força do movimento e vendo que não houve acordo com a última proposta, você acha que o TST apresentaria uma proposta rebaixada sabendo que correria o risco de não resolver o impasse deixando a greve continuar?

Por outro lado, se o movimento se enfraquecer neste momento, o TST estará muito mais à vontade para exigir que aceitemos a última proposta ou até mesmo uma menor.

Além disso, existem questões políticas. Devido a forte mobilização estamos em vantagem e sabemos que no próximo ano teremos as eleições. Sem dúvida uma decisão negativa para os empregados reverterá em indignação, tanto para o retorno ao trabalho, como também para as urnas.

Portanto lutadores da CEF, vamos continuar firmes nessa luta!

Sabemos o quanto é cansativo e desgastante, porém é a única saída. Desde o início da campanha salarial mostramos que estamos unidos e mobilizados, só não vê quem não quer, não agüentamos mais tanto descaso e irresponsabilidade com o tratamento aos empregados, com clientes e usuários durante todo o ano, agora o momento é decisivo.

Esperamos que tudo isso acabe o mais breve possível, porém, só sairemos dessa luta se for de cabeça erguida e com a satisfação do dever cumprido.


Somos 80 mil em todo o Brasil e queremos ser mais!


Chega de mentiras;
Chega de enrolação;
Chega de metas;
Mais bancários, menos filas.
Queremos condições de trabalho, dignidade e justiça.



Fonte: SEEB Blumenau e Regiao
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