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15-10-2009 - 18:09:31
Com greves, bancários do BB ampliam conquistas pelo sétimo ano consecutivo

Do início dos anos de 1990 até 2002, os bancários do Banco do Brasil amargaram um período difícil, de forte arrocho salarial e de grandes ataques do governo federal que resultaram em perdas de direitos e benefícios. Até então, o funcionalismo não era contemplado pela Convenção Coletiva da categoria, tinha a pior participação nos lucros e resultados do sistema financeiro nacional e ficou anos e anos sem um centavo de reajuste, mesmo quando os colegas do setor privado conseguiam algum aumento.

Campanha unificada
A história começou a mudar em 2003, quando os bancários intensificaram a luta para unificar a campanha salarial nos bancos públicos e privados e fortaleceram toda a categoria. A unificação foi concretizada em 2004 e, desde então, os funcionários do BB têm conquistado reajustes salariais acima da inflação, transformaram a sua PLR em referência para os demais bancários e garantiram a volta de direitos que tinham sido retirados pelo governo FHC em 1998.

O banco também passou a cumprir a Convenção Coletiva, o que elevou uma série de benefícios, como os vales refeição e alimentação, e a conquistar a 13ª cesta-alimentação.

"Este ano não foi diferente. Conseguimos um bom acordo com o Banco do Brasil, que, graças à greve e ao nosso poder de pressão, atendeu a uma série de reivindicações importantes. Após sete anos, ficou mais do que provado que a campanha salarial unificada só traz ganhos para os bancários, tanto na Convenção Coletiva quanto nos acordos específicos. Ainda temos muito o que avançar, mas perto da situação em que nos encontrávamos em 2002 conseguimos caminhar muito", diz o secretário de Imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionário do Banco do Brasil, Ernesto Izumi.

Melhores condições de trabalho
A sobrecarga de trabalho tem sido uma das principais reclamações dos bancários nas agências. Para melhorar a situação, o funcionalismo conseguiu arrancar do BB o compromisso de contratar mais 10 mil novos empregados para a rede de atendimento.

"Isso quer dizer que o banco vai aumentar o seu quadro de funcionários em cerca de 10%, o que vai melhorar e muito as condições de trabalho. No início das negociações, o BB aceitava a contratação de apenas 3 mil, mas com muita pressão e a greve conseguimos elevar este número para 10 mil", lembra Ernesto.

PCS
Os bancários do BB fizeram o caminho inverso do que ocorria nos anos de 1990 e nesta campanha nacional conquistaram um reajuste maior que o dos colegas dos bancos privados. Isso porque além de pagar o aumento de 6% acordado com a Fenaban, o banco vai aplicar mais 3% de reajuste em todos os níveis do Plano de Cargos de Salários (PCS).

"Garantimos até 9% de reajuste, 4,5% a mais que a inflação, valorizando mais uma vez o piso. Mas os comissionados também merecem reconhecimento e vamos lutar para construir um bom Plano de Carreira, Cargos e Salários", destaca Ernesto, ressaltando que os debates sobre o novo PCCS começam em 1o de novembro.

Isonomia de direitos
Em 1998 o governo FHC retirou grande parte dos direitos dos bancários que ingressavam no Banco do Brasil, criando na prática duas categorias de funcionalismo: os pré e os pós-98. Desde 2003, os empregados vêm conquistando ano a ano o retorno desses direitos e hoje praticamente não existem mais diferenças no BB.

"Este ano garantimos a venda e o acúmulo de cinco dias de faltas abonadas aos bancários que ingressaram no BB a partir de 1998. Só faltam dois direitos para garantirmos a igualdade plena entre todos os funcionários: a volta da licença-prêmio e as férias de 35 dias para quem tem mais de 20 anos de casa. Essas são nossas próximas batalhas e com muita pressão vamos conquistar mais vitórias", conclui Ernesto.

Fonte: Fábio Jammal Makhoul - Seeb São Paulo

Fonte: CONTRAF-CUT
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