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15-10-2009 - 17:12:10
CARTA DOS BANCÁRIOS À CAIXA

Temos a Caixa em todo o lugar. Por todo o país o banco federal estende seus braços, atingindo quase todo o território nacional. Tal presença parece importar pouco para uma instituição que preconiza em suas campanhas publicitárias a responsabilidade social. Do que vale a presença física, se tal instituição pública não está presente na transformação real das vidas dos cidadãos? Como pode a Caixa ser um banco popular, se dentro de suas paredes o povo é oprimido e desrespeitado? Ou bancário não é brasileiro, povo e cidadão? Parece que publicidade é mais importante do que a verdade da vida, a mesma que segue apesar das dos tempos turvos. Lembrando-nos que amanhã todos levantam para uma nova batalha.

Durante a mobilização da categoria bancária em 2009, muitos foram os entraves e os impasses criados pelos bancos, mas nenhum se compara a forma como a CEF insiste em tratar seus empregados. Parcos avanços nas negociações criaram uma situação de desgaste para um trabalhador que já sofre com as condições impostas pelo banco. Aí está o fato que não pode ser negado. A Caixa não respeita ninguém. Nem cliente nem bancário. Ou o banco está em silêncio, prolongando a greve do segmento e prejudicando a população, ou está insistindo em apresentar poucos trocados para os trabalhadores, na esperança de desencorajar os que lutam por um tratamento digno e justo. Mas se engana aquele que pensa assim.

Por todo o país bancários e bancárias da Caixa dizem não a propostas irrisórias, que somente afrontam o trabalhador. A insistência da Caixa em ignorar as necessidades de seus empregados só tem fortalecido a resistência da mobilização nacional. A força de pessoas unidas jamais vai ceder aos caprichos da ganância de alguns banqueiros que, na esperança de ter controle total, apostam na subserviência e na fadiga de que ainda acredita em instituições com real responsabilidade social, através de distribuição de renda, respeito aos direitos e a organização civil.

Muitos pensam que as questões da categoria bancários se resumem a questão monetária. Essa é só a ponta do iceberg. Enquanto a Caixa adotar práticas que beneficiam apenas determinados segmentos de trabalhadores do banco, excluindo aqueles que representam ameaça as políticas adotadas pela instituição, haverá resistência. A maior prova disso está nos mais de 20 dias de greve que os empregados do banco bancaram até agora. E se for necessário serão mais 20, conclamam os bancários negligenciados pelo banco popular mais elitista do país.

A FETEC/CUT-SC reafirma nesta carta a força dos bancários catarinenses da Caixa. O trabalhador do estado não vai ceder a pressões e nem ao descaso de um banco movido a brasileiros, seja bancário ou não. Se realmente ainda há por parte da direção da CEF uma pretensão de construir um banco forte, que ajude no desenvolvimento do país, eles devem começar primeiro dentro de casa. Ou então jamais haverá coerência nas ações sociais fomentadas pelo banco.

Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Crédito de Santa Catarina – FETEC/CUT-SC

Osíris Duarte - SJSC-1746

Fonte: FETEC-CUT-SC
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