
| Blumenau, 08 de setembro de 2010 |
![]() História ![]() Diretoria ![]() Notícias ![]() Denúncia ![]() Fotos e Eventos ![]() Jornal Folha Extra ![]() Artigos e Opiniões ![]() Acordos Coletivos ![]() Convênios ![]() Estatuto ![]() Sede Campestre ![]() Sindicalize-se ![]() Calendário de Lutas ![]() Links ![]() Contato ![]() | ![]() Artigos e Opiniões Considerações sobre as eleições por Fórum dos Movimentos Sociais de Blumenau Esse é um documento produzido através de uma reunião do Fórum dos Movimentos Sociais de Blumenau, e que visa levantar alguns elementos sobre o processo eleitoral brasileiro e a luta de classes, Blumenau, não está fora dessa realidade. Saímos de um processo recente, em que nosso país foi governado por um regime militar. Atualmente vivemos um período chamado democrático; comandado por um modelo econômico chamado neoliberal. O período atual é marcado fortemente pelos processos eleitorais. A cada dois anos, passamos por uma eleição, intercalando entre eleições municipais e nacionais. O povo brasileiro participa obrigatoriamente do processo. Os governos, a mídia e os grandes meios de comunicação gastam milhões incentivando as pessoas a votarem. As eleições são disputadas por partidos políticos, porém na hora de votar a maioria do povo acaba votando na pessoa, no geral os políticos criaram uma profissionalização das campanhas e dos mandatos. Os marqueteiros são os principais personagens. As placas poluem as ruas. Os candidatos normalmente ausentes durante todo o mandato aparecem sorridentes no período eleitoral. No geral as campanhas são financiadas pelos grandes grupos econômicos. (conforme dados do TSE). As bandeiras históricas do povo são sempre relembradas nesse período. As grandes decisões são tomadas em salas pequenas, longe dos olhos do povo. As campanhas eleitorais acontecem sem debate de projeto. Ultimamente o povo tem votado naquele que avalia que é menos pior do que o outro. O debate político reduziu-se ao pensamento de curto prazo, com muitas disputas internas entre os partidos de esquerda, levado a coligações extremamente contraditórias e meramente eleitorais, inclusive com partidos de direita. Toda essa crise leva o povo a um grande descontentamento e frustração, a cada dia que passa os processos caem no descrédito popular. Muitos não querem nem saber das eleições. Por outro lado, muitas forças representativas do povo que com a centralidade na luta eleitoral acabam exercendo um forte efeito de cooptação e paralisia nas lutas populares. Entendemos que diante dessa crise o povo deve se organizar em movimentos de enfrentamentos à ausência das políticas públicas, como educação, saúde, moradia, o povo precisa estar ciente de que não basta exercer a democracia apenas votando, mas sim participando de formação, organização, e lutas de massas, desencadeando ações que enfrentem os nossos verdadeiros problemas. Entendemos que a transformação real da vida do povo só se dará através da luta concreta. Entendemos que qualquer lutador do povo, seja candidato ou não, deverá sentir profunda indignação e tomar medidas duras, diante da fome, da falta de moradia, da falta de terra, da falta de escolas. Não aceitar a morte pela fome, pela guerra, não aceitar o sofrimento de quem não tem dinheiro para pagar o médico ou remédio, não aceitar a exploração do operário e nem o envenenamento da terra ou da água. Defender o transporte público e gratuito para o povo com controle popular, defender a educação e a saúde pública e de qualidade, defender a redução da jornada de trabalho com dois turnos sem redução de salário em todas as empresas, defender e atender as reivindicações dos servidores e professores públicos municipais, defender o fim do rodízio e do trabalho aos domingos, lutar contra qualquer tipo de privatização, regularizar imediatamente todas as áreas ocupadas na cidade e dar as condições dignas para a população.(água, luz, saneamento, creches etc.) Não aceitar famílias, meninos e meninas de rua, ou de agricultores durante meses ou anos acampados debaixo de barracas de lona. E que haja um profundo sentimento de amor ao povo e de amor à vida. Que enfrente a burguesia da cidade cobrando os impostos devidamente, sem isenções que na verdade trazem prejuízos aos cofres públicos, que cobre duramente compromissos sociais daqueles grupos econômicos que queiram se instalar na cidade. Que ataque duramente os grandes sonegadores (segundo pesquisa do IPEA, os ricos pagam menos do que os pobres), que exija sempre a contratação de funcionários e não demissão como vem ocorrendo há anos em nossa cidade. |
![]() |