Blumenau, 08 de setembro de 2010 

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   Como aumentar a exploração do trabalho variavel, a GM tem a formula
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visita do presidente da General Motors em Gravataí (RS): "A sala silenciou"

O jornal Valor Econômico nessa semana vem apresentando as iniciativas das montadoras automotivas instaladas no Brasil para enfrentar a pesada concorrência internacional, notadamente dos países asiáticos. Entre elas, fala da planta industrial da General Motors em Gravataí (RS), considerada a unidade mais moderna da empresa no Brasil. O jornal destaca que o modelo de Gravataí é a fábrica de menor custo da GM em toda a América Latina, África e Oriente Médio.

Segundo o jornal, numa recente visita ao Brasil, o vice-presidente mundial de manufatura da General Motors, Gary Cowger, foi apresentado ao modelo de produção da unidade de Gravataí e ali recebeu a informação que o custo de manufatura de um veículo é de US$ 600,00 (excluindo peças e materiais).

Entretanto, relata o Valor, para Cowger não há o que festejar. Segundo ele, diz o jornal, na fábrica da China o carro sai por US$ 150,00 e ainda estão sendo feitos esforços para baixar o valor ainda mais. "A sala silenciou", conta Ray Young, presidente da General Motors do Brasil para o Valor Econômico, 21-6-06.


A GM de São Caetano. O executivo taylorista que conta os passos que o trabalhador dá a mais

Uma das mais complexas e flexíveis fábricas de automóveis do país funciona em uma unidade inaugurada em 1930. Nesse espaço, em uma única linha são produzidos quatro modelos diferentes de automóveis. A operação que a General Motors tem em São Caetano do Sul, no ABC paulista, foi projetada para produzir 38 mil carros por ano. Sem grandes obras de expansão dos prédios, a montadora consegue 160 mil unidades em dois turnos com um dos mais altos índices de produtividade do setor. A cada minuto e meio sai um automóvel. A notícia é Valor Econômico, 21-6-06.

Segundo o jornal, encravada em pleno centro urbano de uma cidade onde não há mais terrenos disponíveis, a operação da GM encontrou em processos de enxugamento e de flexibilidade a única maneira de crescer. Da mesma linha saem Corsa, Vectra, Astra e Classic (sedã da versão antiga do Corsa). São quatro plataformas diferentes que resultam em sete versões de carros.

A matéria destaca que o vice-presidente de manufatura da GM para as regiões da América do Sul, África e Oriente Médio, José Eugenio Pinheiro, diz que não se pode alterar o desenho de uma instalação projetada há tanto tempo, mas a experiência acumulada também serve para reformular o modelo de manufatura.

Uma visita a essa linha de montagem ganha qualidade quando o guia é Pinheiro, diz o jornal. Engenheiro e há 38 anos na GM, o executivo fornece riqueza de detalhes técnicos em cada área. Mas ele também aproveita a visita para verificar onde é possível obter mais ganho de espaço e de tempo. Como o caso da área de montagem do chassi. Segundo o Valor, Pinheiro notou que a tarefa de apanhar as peças que coloca no carro está exigindo do operário deslocamento além do necessário. O executivo conta os passos que o trabalhador dá a mais para depois pensar em uma solução.

De acordo com o jornal, a terceirização foi uma das soluções para o crescimento da fábrica que começou a sua história com a montagem de carros com peças importadas. A empresa já passou para fornecedores boa parte do que antes fazia internamente. Segundo Pinheiro, é possível terceirizar ainda mais.

A padronização de regras

Segundo o Valor, o grande diferencial da operação da GM hoje está num método criado pela multinacional americana há cerca de sete anos, chamado sistema global de manufatura. Por meio dessa iniciativa, a companhia que enfrenta uma crise no seu próprio berço, nos Estados Unidos, pretende fazer com que todas as sua fábricas do mundo funcionem da mesma forma.

Segundo o jornal, o sistema prevê a padronização de regras para medir qualidade, prazos, melhorias e participação dos empregados. Uma simbologia padronizada mostra em painéis e computadores o que está acontecendo naquele exato momento em cada um desses quesitos, destaca a matéria. Em São Caetano, relata a matéria, esses placares podem ser identificados em 22 estações de verificação. E, segundo Pinheiro, um chefe de engenharia ou mesmo o operário de qualquer fábrica do mundo onde o sistema funciona entenderia o que está acontecendo na fábrica mesmo sem saber ler português.

Segundo Pinheiro para o Valor Econômico - o modelo é resultado do que a companhia aprendeu com ela mesma e com outras montadoras, principalmente as do Japão, e, além de São Caetano, já está em funcionamento na Argentina, China, Tailândia e Polônia. O executivo é o responsável pela missão de aplicar o sistema nas 13 fábricas da GM na América do Sul, África e Oriente Médio.

Os salários no ABC chegam a somar o dobro do que é pago nas fábricas que foram construídas fora da região. "Mas eu não posso lutar contra a realidade; por isso, tenho que tirar a diferença em processos de produção", afirma o executivo para o jornal.

Para ele, o desafio da manufatura é criar meios para produzir em grande escala. "Não podemos trabalhar com capacidade ociosa; é uma batalha todos os dias", afirma. Pinheiro diz que o modelo da fábrica da companhia em Gravataí (RS) já está, por exemplo, em desvantagem em relação à Ford na Bahia. Isso porque enquanto o modelo gaúcho colocou os fornecedores próximos à linhas de montagem, no caso baiano, os fabricantes dos componentes estão sob o mesmo teto, conclui o engenheiro.

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